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Produção X Produtividade: Somos o que Somos, porque fazemos o que fazemos



*Por Rafael Borges

Os horizontes de aplicação para um equipamento impressor flexográfico são quase incalculáveis, devido a sua adaptabilidade na conversão de substratos, que é uma das características mais marcantes deste processo. É importante notar que, com o amadurecimento e a aceitação do sistema flexográfico como provedor principal em diversos mercados (alimentício, cosmético, farmacêutico, higiene e limpeza, etc.), houve também o amadurecimento por parte das empresas/clientes (que foram impulsionadas pelos end-users), que passaram a exigir impressões de maior qualidade, além de prazos de entregas mais curtos (devemos nos lembrar que a flexografia desbancou os processos de impressão rotográfico e offset em vários seguimentos de mercados, devido a sua capacidade de imprimir e realizar acabamento em linha, além de enobrecimentos). Com os avanços e desenvolvimentos tecnológicos de nosso séc. 21, que revolucionaram definitivamente as bases e conceitos da impressão flexográfica como a conhecíamos, os desafios produtivos aumentaram na mesma proporção.

E todas estas alterações no cenário industrial do segmento flexográfico e afins, foram responsáveis pelas modificações dos métodos produtivos. Enquanto a produção é a mensuração de resultados do que uma empresa produz em determinado período de tempo, a produtividade é a capacidade de se produzir mais, utilizando o menor recurso possível, em menos tempo.  A análise eficiente e contínua da produção, fornece os indicadores necessários para as melhorias produtivas. Se tais indicadores internos da empresa não forem analisados objetivamente, e suas partes críticas não forem controladas, a capacidade produtiva de uma empresa estará sempre funcionando de forma reduzida.

Abaixo, exemplo para verificação das etapas nos processos de: pré-impressão, impressão e pós-impressão.

  1. Pré-impressão: fluxo de processo, elementos de imagens, parâmetros de desenvolvimentos, controles e rastreabilidade, mensuração e resultados

  2. Impressão: fluxo do processo, elementos de máquina (anilox, lâmina raspadora, porta-clichê, suporte para montagem de matrizes, etc.). Tintas (incluindo pantones)

  3. Pós-impressão: Fluxo do processo, métodos de revisão, análise de identificação da causa raiz de produtos não conformes, sistema de identificação para produtos acabados, mapa de entrega.

Embora seja apenas um modelo reduzido para análise de falhas de desempenho do processo, caso ele seja aplicado, os efeitos positivos serão quase que imediatos.

A flexografia sem dúvida é um dos mais representativos processos de reprodução de imagem de todos os tempos! Quase não há limites para conversão em flexografia... os limites são a capacidade intelectual para exploração de novos produtos, desenvolvimento e aplicação. 

A produtividade carece de mecanismos específicos, ferramentas eficientes e hábitos de execuções diárias das tarefas, orientadas por um layout eficaz. Ser capaz de “produzir” não significa ser capaz de “gerenciar”. Por isso a necessidade em ter a ferramenta (sejam elas humanas, e/ou equipamentos etc.), certa em seu devido lugar.

A obtenção de resultados não é uma mágica... é a aplicação ortodoxa de métodos assertivos. Forte abraço

*Rafael Borges é consultor especializado em flexografia banda estreita, responsável pelo dep. Téc. de impressão na Kromia Label Press com formação em tecnologia gráfica e gestão industrial

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